quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Natal, terra de cobras, serpentes e víboras


Natal, terra de cobras, serpentes e víboras

PDF453

A tal cidade. Na tal cidade. Natal, é terra de cobras, serpentes e víboras, nas artes e nas escritas. Com cobras, jacarés e um elefante. Cidade de Cascudo; cidade que já foi conhecida por ter um poeta em cada rua, e em cada esquina um jornal. Cidade de histórias enterradas em botijas.

A SPVA acaba de incorporar e receber um novo membro: Antoine de Saint-Exupéry, e o Pequeno Príncipe, agora fazem parte da Sociedade de Poetas Vivos e Aviadores. Sua obra passa para domínio público, podendo ser editada, manuseada e reinterpretada. E os poetas da SPVA, vivos como estão, não vão perder a oportunidade de fazer novas leituras, com novas interpretações e novas apresentações, baseados no texto de maior importância e leitura, a rentabilidade, o recorde de vendas: O Pequeno Príncipe.

Como piloto, Exupéry viu coisas que muitos não viram, e poderão continuar a não ver. Com seu avião do século passado, teve a oportunidade de voar baixo e descer em qualquer lugar, mesmo sem pista, fez até alguns pousos forçados, que lhe forçaram a tomar outros rumos e destinos. O que viu deve ter relatado com precisão, em seus relatórios de bordo e depois do pouso. Como escritor teve a oportunidade de confundir e embaralhar a cabeça do povo. Coisas de um tal de Zé Perry, que fez seu avião voar junto com a sua imaginação.

Viu uma enorme cobra que nasce em Cerro Corá e percorre o paquiderme norte-rio-grandense. E junto as praias de Natal, agora mostra os seus dentes. E os índios lhe deram o nome de Potengi. A serpente de Ceará Mirim, atravessou a lagoa de Extremoz, para vir descansar onde encontrou um Capim Macio. E pelas calçadas da cidade correm com passos lagarteantes, as víboras, que se esgueiram entre as fendas das paredes, por baixo de portas e portões. Com passos rápidos e baixa estatura não distinguem o que vem pela frente, e por muitas vezes são encontradas boiando dentro de alguma piscina.

Avistando por muitas vezes o Forte do Reis Magos, que um dia foi tomado pelos holandeses, Exupéry deve ter imaginado que naquele pequeno forte visto lá de cima, morava um pequeno príncipe. E como príncipe holandês poderia ser o Mauricio de Nassau, que passou pela ilha do Flamengo em Arês, e correu para Recife. E ainda tenta uma batalha educacional na avenida Roberto Freire. Disputa com o Estácio de Sá; e os americanos junto com os potiguares.

Em seus voos de lá para cá, e daqui para lá, deve ter avistado muitos baobás no território africano, e com seu pássaro de metal deve ter feito imigrar algumas sementes, tal como as aves que voam imigrantes de lá para cá, com os ventos. Avistou baobás em Nísia Floresta, e em Macaíba a caminho de Jundiaí. O baobá de Natal foi batizado como o baobá do poeta, é cuidado e preservado por um poeta e escritor, um historiador.

Lá do alto avistou um rio nascendo em Cerro Corá, serpenteando o paquiderme norte-rio-grandense, uma enorme cobra, ele deve ter imaginado, mas pequena de onde era avistada. Via o rio serpenteando e correndo. Como aviador e escritor não perdeu a oportunidade de fazer uma descrição com uma nova visão, uma nova interpretação. Com linguagem poética fez uma licença geográfica.

E inverteu a situação. O rio cobra que percorria por dentro do elefante, passou a ser em sua história um elefante dentro de uma cobra, ou um chapéu de retirante.

 

https://www.google.com.br/search?q=ponte+newton+navarro&biw=1366&bih=753&source=lnms&tbm=isch&sa=X&sqi=2&ved=0CAYQ_AUoAWoVChMIiK6tzdW3xwIVQxiQCh3kxQlI#imgrc=PSDiXjtFMrTXjM%3A



Entre Natal/RN e Parnamirim/RN, 20/08/15

Roberto Cardoso (Maracajá)
Reiki Master & Karuna Reiki Master
 
Plataforma Lattes
 

Textos disponível em
http://www.publikador.com/cultura/maracaja/2015/08/natal-terra-de-cobras-serpentes-e-viboras/
http://caldodecanapaodoce.blogspot.com.br/2015/08/natal-terra-de-cobras-serpentes-e.html
http://soupwithcake.blogspot.com.br/2015/08/natal-terra-de-cobras-serpentes-e.html

 

Textos correlatos- Roberto Cardoso (Maracajá)

 
Zé Perry
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5311900

 
No Castelo de Nassau
http://www.publikador.com/resenhas/maracaja/2014/11/no-castelo-de-nassau/

 
A tal cidade ..
http://jornaldehoje.com.br/tal-cidade-roberto-cardoso/

 
Na tal cidade ..
http://jornaldehoje.com.br/natal-cidade-roberto-cardoso/

 
Batalha na avenida Roberto Freire
http://jornaldehoje.com.br/batalha-na-avenida-roberto-freire-roberto-cardoso-produtor-cultural-e-ativista-cultural-rcardoso277yahoo-com-br/

 

Outros textos:

 





domingo, 14 de junho de 2015

Perdidos e indecisos


Perdidos e indecisos
PDF 402
 
 
 
 
 
 
Na era da informação, somos municiados de informações provindas de todos os lados, por dentro e por fora, de todas as direções, para dentro e para fora. G1e R7. Somos encharcados de informações e conhecimentos, por todos os meios disponíveis; e por todos os lados possíveis e imagináveis, visíveis ou invisíveis. Conexões com fios ou sem fios, impulsos elétricos e sinapses entre neurônios. Giros de 360° de informações, em três dimensões, dos pés sobre o solo ao infinito, passando por conflitos na cabeça. HPV e HIV. SOS e EPI. Cefaleias e enxaquecas, AAS. O espaço da mente, um levantar e cair, conectar e prosseguir. Haikais. A quarta dimensão, o tempo. SPC e ITBI; ITU, UTI e CTI. RX, ECG e US.

Do interior anatômico e fisiológico, ao exterior corporal, fora de limites. Equipamentos portáteis, como extensões do corpo. CD e DVD. HDTV. Para o lado que olhar, algo a escutar, algo a ver, e algo a perceber. Do fluxo sanguíneo, pulso e pressão arterial (PA), aos ritmos cardíaco (RC) e respiratório (RR), frequências cardíacas (FC), e respiratórias (FR). Temperatura corporal, com suores e calafrios, lágrimas. Lesões e luxações, fraturas e contusões. Temperatura corporal. Temperatura do ar, temperatura do ambiente, graus Celsius, Kelvin, Fahrenheit. Aquecimento global. O tempo: céu claro, céu parcialmente nublado e céu nublado, céu encoberto, possibilidades de chuvas isoladas ou esparsas, continuas ou intermitentes. Velocidade do vento, de fraca a moderada. Tempo sujeito a chuvas e trovoadas, raios e trovões. Riscos de inundação e alagamento. No período ou no decorrer do período. Previsões sujeitas a mudanças com a chegada da frente fria, influenciada por El Nino e La Nina. E a moça do tempo insistindo em dizer: pancadão, chuvona e solzão. O que era um modo cientifico de classificação e descrição das intempéries, se torna popular e vulgar. Surge a meterologia (1). Buggado. Em OFF.

Pelos sentidos organolépticos e por aparelhos eletrônicos conectados, com partes do corpo, e com outras partes do mundo, do muito perto ao pouco perto, um pouco longe, longe, ou muito distante, chegam informações e conhecimentos. GPS e satélite. Informações de nascimentos e falecimentos. Ideias e ideais. Todas as informações do meio em que vivemos, expostas em uma tela invisível, mental, e oculta para os outros, que estão ao nosso lado ou à nossa frente. Uma tela multicolorida e multidimensional, no espaço e no tempo, vista pela mente pensante, de pensamentos simples a pensamentos mirabolantes, um haikai: Uma terceira visão; em um mundo oculto; pela brisa e pelo vento.

Um haikai:

Uma terceira visão;

Em um mundo oculto;

Pela brisa e pelo vento.

 

PDCA (planejar, desenvolver, controlar e avaliar), PDCA, PDCA e PDCA, repetidamente, incessantemente. E em um momento, é necessário atualizar as informações e conhecimentos, envoltos em ideias e pensamentos. Torna-se necessário separar, selecionar e escolher, os mais importantes, e excluir os outros, desnecessários, sem interesses de informação e conhecimentos para o momento. Buscas e novos caminhos. É preciso organizar arquivos, excluir ideias e pensamentos, ou arquivar para necessidades longínquas de espaço e de tempo. Porque novas informações chegam a todo momento, initerruptamente. Os olhos ainda que fechados, imprimem imagens na mente. Ouvidos tapados, ou tampados, com abafadores ou micros alto-falantes, disparam sons dentro da caixa craneana, como uma caixa fechada reverberando sons infinitamente. Cheiros com odores e aromas chegam sem ser convidados. Sempre há algo que proporcione um sentido táctil, para que as mãos e os dedos percebam suas formas e texturas, gerando informações que são levadas ao cérebro para serem processadas, analisadas e arquivadas. O desejo de comer um determinado alimento, pode ser uma informação do próprio organismo, determinando uma necessidade, ou carência nutricional. Avisos de baixos níveis armazenados, em sistemas, órgãos e células. A Komunikologia nos alimentos (2), eles trazem uma mensagem oculta, mas explicita, implícita em suas formas.

Andando de carro ou em outros diversos tipos veículos, com automotores e propulsores, de medidas de força em HP e potência em RPM ou cilindradas (cc); ou a pé pelas ruas e calçadas, com informações a todo momento. Sons distintos e iluminações diversas. Sol, Lua, estrelas, buzinas, faróis, com lanternas e piscas-piscas. Logotipos e logomarcas. Luzes brancas vindo, vermelhas indo, mão e contra-mão. Sinal vermelho, amarelo ou verde. Dirigindo e processando informações internas e externas. No painel, nos retrovisores laterais ou centrais, na frente através do para-brisas, atrás pelo vidro traseiro, limpos ou embaçados; informações por passageiros ou acompanhantes, caronas de penetras ou convidadas. “Fale ao motorista somente o indispensável”. “Confira o troco”, e “aperte os cintos antes da partida”. STOP, PARE, ARRÊT. “Respeite o pedestre”. PRF a 500 m. Retorno a 1 Km. “Atravesse na faixa”. “Luz baixa ao cruzar veículos”. “Não ultrapasse quando a primeira faixa a esquerda for continua”.

Carros fechados trafegam velozmente, protegendo corpos e mentes, desviando de ruas, e de pensamentos. Luz vermelha no painel: verifique o óleo, ou a bateria, ou está na hora de reabastecer o combustível; ventilação forçada acionada; excesso de temperatura no motor. Zap-zap; SMS; telefonema com toque personalizado. “Chegou mensagem para você”. Buzina de ré; sirene da SAMU, com USA e USB; sirene da ambulância particular, uma UTI móvel; sirene da PM; sirene da Civil, todas diferenciadas. Bombeiro e Defesa Civil. A Komunikologia na segurança pública (3). Apito do guarda ou do agente de transito, ao cometer um ato infracional. No quartel o corneteiro com o toque de alvorada, de rancho, de formatura e de silencio. Um símbolo nacional presente no mastro.

Em determinado momento torna-se necessário uma ação de RESSET, para não ficar bolado. Limpeza de disco e de caracteres, abrir espaço no PC. Aguardar que o HD do cérebro torne a carregar e recarregar com suas atualizações, a partir de suas conexões, aplicativos, programas e configurações. Enquanto isto o símbolo de recarregar e atualizar, fica simulando um movimento de giro, até que consiga uma condição de estabilizar e decidir novas situações, novas decisões a serem tomadas. Durante a atualização fica mais difícil outros processos computacionais, é, melhor aguardar que termine de processar.

Com a evolução da informação e do conhecimento, cada vez mais os exemplos, de que o conhecimento está contido nas ruas, pelas ruas. Uma Komunikologia. Fora da sala de aula e dos muros da escola, por vezes a caminho da escola. As universidades vêm sendo desconstruídas, o aluno cada vez mais longe e distante, com a implantação da EaD (Educação à Distância). As universidades se tornam invisíveis, onde cada um tenta mostrar um título, ou um diploma de maior valor (4). E um conhecimento que as universidades já não produzem (5).

Cores nas pistas. Cores chamativas e amarelas, contrastes de preto e branco com destaques em vermelho. Conhecimentos já existentes que podem ser reimplantados. Janelas e para brisas, frontais e laterais, de veículos, como telas de imagens. Automóveis particulares tem a opção de escolher caminhos que descrevem informações e conhecimentos diferentes dos caminhos tradicionais. Os volantes, como um mouse de computador abrem novos caminhos e novas janelas. Conhecimentos escritos e descritos, pelas ruas e avenidas, com placas, símbolos e siglas. Indo ou vindo, chegando ou voltando de uma universidade, colégio ou faculdade, o caminho da escola. Mais uma infinidade de origens, procedências e destinos, cargas e descargas. Um conhecimento é declarado e explicito diante das pessoas que circulam pelas ruas. Em um automóvel um conhecimento embarcado, por portas (door) e janelas (windows). Sistemas informatizados, interligados por câmbios e cabos.

Com o excesso de automóveis, mais o tempo reduzido para ficar preso em um transito, o sistema de rotatórias vem sendo implantado em cruzamentos. Rotatórias que podem mudar destinos, dos que navegam pelas ruas e estradas. Rotatórias, as opções de achar caminhos perdidos, depois de sinais e cruzamentos; pontes, viadutos e passagens de nível. Elevados e mergulhões, vias binarias. Vias principais, vias primárias e secundarias. Placas coloridas e diferenciadas.

Os perdidos em uma floresta costumam andar em círculos. Aqueles que estão indecisos sobre uma decisão, costumam pensar andando em círculos. Antigas histórias em quadrinhos do Tio Patinhas mostravam uma imagem, com o pato milionário em uma sala de decisões. Onde ele, o pato, andava em um círculo constante, e já havia uma vala circular de tanto andar e pensar. O computador gira seu HD para “pensar”, atualizar.

E as rotatórias estão presentes em cruzamentos, substituem sinais, semáforos ou faróis; e tempos perdidos. Um lugar para circular em círculos, até que chegue a entrada do destino desejado. Indicam a preferência de circular na rotatória: e é para quem está dentro das rotatórias, perdidos e indecisos em tomar uma direção. Cabe a quem está fora da rotatória aguardar sua passagem e seguir depois do indeciso ou perdido passar, e decidir. Não convém entrar na frente de quem enfrenta uma confusão mental, até definir a sua direção.

Na aviação os aviões antes de pousar fazem manobras denominadas de procedimentos de pouso. O avião voa, em círculo, mudando de nível, do mais alto ao mais baixo. Até que a torre de um sinal de pista liberada para pouso. Da mesma forma que problemas a bordo da aeronave, ou na aeronave, ou na pista, fazem como procedimento que aviões voem em círculo até uma resolução ou tomada de decisão:  de pousar ou seguir para outro destino.

Luzes diferenciadas na asa esquerda e na asa direita, verde e vermelha. Na navegação, na aviação e até na política a esquerda é definida como vermelha. Atenção senhores passageiros da empresa X, com destino a cidade Y, embarque imediato no portão Z. Final Call, Gate Z. Voo de NAT para GIG com escala em BSB. Alternativas de VIX, BHZ e GRU. ETD na partida e ETA na chegada. Uma luz branca começa a piscar, vai partir. Welcome on board, have a nice trip. A caminho do take off. METAR SBGL e TAF SBGL CAVOK.

 

OMG
END
Tks, ok

 

 

Referencias:

(1)  Dia da Meterologia
http://www.publikador.com/estudos-academicos/maracaja/2015/03/dia-da-meterologia/

(2)  A Komunikologia nos alimentos
http://www.publikador.com/receitas/maracaja/2014/12/komunikologia-dos-alimentos/

(3) A Komunikologia na segurança pública
http://www.publikador.com/meio-ambiente/maracaja/2014/10/komunikologia-em-seguranca-publica/

(4)  As universidades invisíveis,
http://www.publikador.com/politica/maracaja/2015/05/universidades-invisiveis/

(5)  O conhecimento que as universidades já não produzem
http://www.publikador.com/cultura/maracaja/2014/11/o-conhecimento-que-as-universidades-ja-nao-produzem/

 

Texto disponível em:
http://www.publikador.com/historia/maracaja/2015/06/perdidos-e-indecisos/

 

 

 

RN, 14/06/15
Roberto Cardoso (Maracajá)
 
IHGRN - INRG
 
Perdidos e indecisos
PDF 402
 

sábado, 11 de abril de 2015

Fejão no dente



“Fejão no dente”



Há feijões e feijões. Há famílias diversas, com cores, formas e tamanhos. Uma infinidade de variedades de feijões. Encontramos o feijão como alimento, e famílias com o sobrenome de feijão. O feijão é uma leguminosa que faz parte da base alimentar do brasileiro. E há feijões e feijões. Há os feijões digestivos e nutritivos; e os feijões fracos, sem vitaminas e sem proteínas, e até indigestos. Alguns feijões são consumidos com a própria vagem, e podem ser simplesmente ser chamados de vagem, diferenciando-se entre manteiga e macarrão.

Algo que parece nunca dar certo é um feijão no dente, o popular “Fejão no dente”. Quando depois de uma alimentação, uma refeição, ou depois de uma degustação fica um pedaço ou uma casca de feijão, em um dos dentes, cobrindo um dente, ou localizado entre os dentes. 

Existe uma grande variedade de feijões. Podendo alguns até ser classificados ou nomeados pela cor: feijão branco e feijão preto, e até o feijão mulatinho; feijão vermelho, feijão roxo, e outros. Outras variedades e classificações podem ser nomeadas na cor e na condição da semente: como o caso do feijão verde, que também é conhecido como feijão de corda, dependendo do local. Depois de maduro pode receber outro nome, como feijão macassa, e em alguns locais pode ser conhecido como feijão fradinho. Dizem que entre estes quando secos ou maduros, pode haver cores diferentes. Alem do feijão fradinho, também é muito comum encontrar o feijão furadinho, quando brocas infestadas passam a deixar os seus caminhos.

Outras nomenclaturas podem acontecer: por questão de uma semente ser natural de um lugar, ou de ser pesquisado em um laboratório, ou ser consumido exclusivamente em um determinado lugar. E até ser criado ou pesquisado por alguém que nasceu ou viveu em um determinado lugar. Um fato para descobrir e pesquisar. Deve haver uma razão para um feijão ser chamado de carioca e outro de carioquinha. Fatos que geram uma curiosidade. Como o fato que possa ser pesquisado: como o feijão carioca ou o feijão carioquinha. Embora o carioca consuma mais feijão preto no seu dia a dia. Em outras regiões do país, o feijão mais consumido é o carioca e o carioquinha, enquanto o feijão preto só é consumido em feijoadas.
E algo que parece que sempre, e nunca dar certo é um feijão no dente. Uma questão ética e estética. Quando depois de uma alimentação ou depois de uma degustação fica um pedaço ou uma casca de feijão em um dente. O rosto é o cartão de visitas de uma pessoa. E o sorriso complementa este cartão de visita.

Da mesma forma acontece no comércio. A porta de um comércio é uma boca para a entrada de seus clientes. A porta comercial é o sorriso para um cliente. Um comércio de produtos ou serviços. Um carro parado na porta é como uma casca de feijão no dente, um “caroço de fejão no dente”. Na região da Grande Natal é muito comum carros parado literalmente na porta de um comércio. Carros que se encostam à porta, nas calçadas. Carros estacionados junto a portas, e nas paredes junto à porta, dificultando a passagem de pedestres e entrada de clientes. Um ato incauto de motoristas displicentes, e por incrível que pareça também pode ser um ato do próprio proprietário do estabelecimento. O proprietário que quer mostrar ser dono de imóveis e automóveis. Acreditando que imóveis, com seus automóveis sobre as calçadas são espaços e propriedades exclusivamente suas. 

Um carro parado literalmente na porta da entrada de um estabelecimento comercial, não valoriza o estabelecimento, impede a entrada de novos clientes, não valoriza o profissional que ali está trabalhando. Atrapalha a vida de outros pedestres e cidadãos. Um carro estacionado na porta, a boca de entrada do comércio é como uma sujeira nos dentes, um caso típico de “Fejão no dente”.

A qualidade e a gestão do atendimento começam pelo sorriso de boas vindas, estampados simbolicamente nos tapetes e nas portas de acesso de um estabelecimento.


Entre Natal/RN e Parnamirim/RN 11-04-15


quarta-feira, 1 de abril de 2015

O problema das árvores em Natal/RN



O problema das árvores em Natal/RN



A natureza tem suas estratégias de enviar mensagens e sinais, basta saber observar e interpreta-los. Há uma mensagem transmitida pelas arvores em Natal. À medida que as arvores vão caindo, afloram os problemas enterrados, ao longo dos anos. Arvores que vão dando os indicativos dos problemas enterrados e não solucionados, ao longo dos longos anos passados, problemas enraizados. Árvores antigas, já classificadas como centenárias, e com problemas crônicos em seus troncos, raízes e solos. É tempo de renovação.

Em data recente uma árvore caiu e obstruiu uma das pistas da artéria principal de Natal. Atingiu alguns poucos carros, sem vítimas fatais, apenas materiais. E a queda da árvore aconteceu em um dia de céu claro, um dia sem chuvas. Em uma época de chuvas, no período denominado como inverno. Em dias com chuvas intensas a apreensão e o nervosismo. O risco de quedas de arvores centenárias se torna maior. O problema torna-se agudo.

Com árvores caídas, automaticamente surgem os reflexos no transito urbano. Transtornos na cidade e desespero dos motoristas. Quando se fala em motoristas, é uma referencia direta aos proprietários de automóveis, aqueles conduzem seus próprios veículos, e que deixam mais pegadas ecológicas, pelos seus caminhos. Nada se fala sobre aqueles que utilizam o transporte coletivo, proporcionando pegadas ecológicas menos agressivas ao meio ambiente. O dano relatado no noticiário, como maior destaque, é aplicado aos que possuem carros, aos muitos motoristas solitários. 

Os serviços públicos municipais, já vinham anunciando e procurando soluções para o problema das árvores. Os riscos eminentes das árvores. Árvores que são minimamente centenárias, que já estavam radicadas em seus locais antes da cidade ali chegar. Com a presença urbana da cidade, em volta das árvores, elas se tornam problemas e obstáculos. Ameaçam a vida daqueles que tomaram seu espaço, e abalaram suas raízes, cobriram de carros e de asfalto as suas sombras. Aqueles que provocam solavancos no terreno diariamente.

E a maneira como os profissionais responsáveis, pela segurança e paisagismo, da cidade, o modo que olham para o problema das arvores, é a mesmo que olham para outros problemas. A solução dada para o problema das árvores também é a mesma como todo outro problema urbano. Uma árvore é avaliada como um problema. E um problema é avaliado como uma arvore no caminho. Algo que impede uma passagem e é um risco á população e a administração publica. Dão como solução de podar ou arrancar as árvores e os problemas. Para diminuir os riscos de uma suposta queda. Não há um discurso em olhar as raízes das árvores e dos problemas, não há sequer um discurso em analisar o solo e o espaço onde estão plantadas, as árvores e os problemas.  Não há um discurso de descupinizaçao, daquilo que afetou a arvore da vida da cidade. 

Árvores que estão espremidas em canteiros centrais das avenidas. Tão quanto o pedestre fica espremido ao atravessar vias avenidas com duas ou mais pistas. A mercê dos balanços do solo, e dos deslocamentos de ar provocados pelos veículos que passam zunindo.

Não há um discurso de trocar árvores corroídas pelo tempo, trocar por novas árvores que possam dar bons frutos e boa sombra. Plantar novas sementes, trazer novas mudas, ainda que sejam novos enxertos. Preparar e adubar solos. Como não há este mesmo olhar para os problemas urbanos. Só há um olhar: para a copa das arvores e dos problemas, e a solução de sempre é podar e cortar. Só se olha para o que esta a vista dos olhos, não se observa as raízes dos problemas, aquilo que está escondido por baixo da terra. Com o tempo raízes e problemas vem a tona.

O Morro de Mãe Luiza deslizou porque não havia árvores para segurar seu solo, não haviam emaranhados, raízes entrelaçadas, que segurassem o solo. O morro desceu e deixou um rastro de famílias desembaraçadas de suas raízes. Por fim as águas das chuvas proporcionaram um arrasto ao que vinha para ajudar. A força da natureza foi maior que a força que restava aquele herói, que facilitava a drenagem pluvial. Só resta agora fazer uma homenagem. Dar seu nome à rua que a natureza abriu em direção ao mar.

Em 1º de Abril – Natal/RN

Roberto Cardoso
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Desenvolvedor de Komunikologia.



Textos relacionados ao Morro de Mãe Luiza


Texto publicado em:




Roberto Cardoso (Maracajá) Desenvolvedor de Komunikologia. Reiki Master & Karuna Reiki Master CMEC/FUNCARTE Cadastro Municipal de Entidades Culturais da Fundação Cultural Capitania das Artes Membro do IHGRN Instituto Histórico e Geográfico do RN Membro do INRG - Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia Jornalismo Científico FAPERN-CNPq
http://www.publikador.com/author/maracaja/