terça-feira, 29 de março de 2016

Lula a caminho da produção cientifica – o pós doc 2


Lula a caminho da produção cientifica – o pós doc 2

Lula a caminho da produção cientifica – o TCC, a monografia, a dissertação e a tese; por fim o trabalho de pós doc. A produção da própria literatura; sem obedecer tantas regras,

PDF 607



Já foi dito que o conhecimento é obtido em viagens, ou com recolhimentos, possibilitando uma análise dos acontecimentos. O olhar de fora com a introspecção do olhar de dentro. Observando o que aconteceu no passado ou observando o que vem pela frente. Lula poderia fazer diversos pós docs, observando cidades e comportamentos, justificando seus títulos recebidos. Mestres e doutores devem produzir conhecimentos.

E tomemos Natal/RN como exemplo, uma cidade esquecida no tempo, até o momento que se torne importante novamente. Ainda tenta ser lembrada novamente, com o oferecimento de um HUB, e investimentos para instalação de parques tecnológicos da informática e da informação. Já foi importante em períodos de guerra. Lembrando que uma cidade é um organismo vivo, tal como um corpo e suas células.

Natal/RN já foi ponto de apoio para caravelas perdidas. Natal/RN, já foi escala marítima e aérea em séculos passados, com os primeiros navios e os primeiros aviões, que cruzaram o Atlântico. Foi o Trampolim da Vitória na Segunda Grande Guerra. Tornou-se base de lançamento de foguetes com a Barreira do Inferno, lançando alguns foguetes de pesquisa. Natal/RN o eterno ponto estratégico do mundo. Ponto estratégico para energia eólica, para exploração de petróleo e energia solar. Ponto estratégico para outros países que avistam na frente o destino do mundo. A esquina do continente triangulando com a América do Norte e Europa. Um ponto estratégico para o mundo em território brasileiro. E deste ponto estratégico prevaleceu-se Câmara Cascudo.

Tudo escrito e descrito na literatura. A viagem pelos livros, jornais e revistas, pesquisando e revirando o passado. Um conhecimento descrito nas ruas com a linguagem oral. Um relato histórico em bibliotecas e arquivos históricos como o IHGRN – Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e INRG – Instituto Norte-Rio-grandense de Genealogia, E mais ainda a ANL – Academia Norte-rio-grandense de Letras. Natal a terra de Câmara Cascudo, que muito bem localizado geograficamente, colocou seus olhares em textos. Observou e analisou Natal e as notícias chegavam do mundo, pelo porto e pelo aeroporto. E o destino do Brasil nas mãos de um governo. Não se sabe se governa em nome do povo ou em nome de outros governos.

Seguindo a linha textos, afirmando que Lula recolhido, poderia criar um conhecimento, a partir de suas leituras e de suas viagens, e seu isolamento. Comecemos por exemplo bem antes de Cristo, com Homero, descrevendo em versos as viagens de Ulisses e suas Ulisseias (Odisseia), uma ode a Ulisses, a exaltação de um herói. Darwin também fez viagens e tirou conclusões sobre a evolução das espécies. E depois do denominado descobrimento de novas terras, quando os portugueses adquiriram um conhecimento geográfico e marítimo, começaram as Entradas e Bandeiras, ampliando o território brasileiro e ampliando o conhecimento da terra a ser ocupada, explorada.

Antônio Conselheiro e Euclides da Cunha, percorreram pari passo uma boa parte da caatinga e algumas partes do serrado, produzindo um conhecimento, retratado por Canudos e os Sertões. E assim foi com Lampião, mostrou que é possível viver na caatinga. Chegou E. J. Hobsbawn, e enquadrou Lampião e o cangaço, como um fenômeno social e universal, que também aconteceu em outros países, e escreveu Bandidos (1975).

Não há como não dizer que Lula fez caravanas pelo Nordeste, não há como não dizer que foi um retirante em direção a cidade grande. Não há como não dizer que já cruzou o Brasil em um jatinho.  Mas falta o seu recolhimento, as viagens ele já fez, no Brasil e no mundo. E ainda não foi o Moises para conduzir o seu povo de volta do lugar onde tornaram-se escravos. Ou quem sabe Noé livrando o povo das secas e das cheias. Que seja um Noé ou um Moisés livrando o Brasil de ser explorado e usado pelo mundo.



RN 29/03/2016

Aguardando o Lula a caminho da produção cientifica – pós-doc 3

Texto publicado em:

PDF 607 - Lula a caminho da produção cientifica – pós-doc 2
http://www.publikador.com/politica/roberto-cardoso-(maracaja)/lula-a-caminho-da-producao-cientifica-o-pos-doc-2


Textos anteriores:

PDF 594 - Lula a caminho da produção cientifica – o TCC
http://www.publikador.com/politica/roberto-cardoso-(maracaja)/lula-a-caminho-da-producao-cientifica-o-tcc
http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/5587178

http://fgqoferramenteiro.blogspot.com.br/


PDF 595 - Lula a caminho da produção cientifica – a Monografia

http://fgqoferramenteiro.blogspot.com.br/2016/03/lula-caminho-da-producao-cientifica.html

https://tmblr.co/Z9gcsh23LxtwR

PDF 596- Lula a caminho da produção cientifica – a Dissertação

https://tmblr.co/Z9gcsh23PrLPr

http://forumdomaracaja.blogspot.com.br/2016/03/lula-caminho-da-producao-cientifica.html

PDF 597- Lula a caminho da produção cientifica – a Tese

https://forummaracaja.wordpress.com/2016/03/17/lula-a-caminho-da-producao-cientifica-a-tese/

https://tmblr.co/Z9gcsh23WI2Pe

PDF 605 - Lula a caminho da produção cientifica – pós-doc 1
http://www.publikador.com/politica/roberto-cardoso/lula-a-caminho-da-producao-cientifica-o-pos-doc-1

https://tmblr.co/Z9gcsh23xJcWA

PDF 607 - Lula a caminho da produção cientifica – pós-doc 2
http://www.publikador.com/politica/roberto-cardoso-(maracaja)/lula-a-caminho-da-producao-cientifica-o-pos-doc-2






domingo, 20 de março de 2016

Manifestações na porta de Merença e Aluizo


Manifestações na porta de Merença e Aluizo

 PDF 601



Com os últimos acontecimentos, a vizinhança de Aluizo e Merença desperta e faz manifestações e protestos, na porta do casal mancomunado, pedindo seus utensílios de volta. Emprestados e desaparecidos.

Esferas diferentes, comportamentos parecidos. Vocabulário semelhante. Lula e Marise, Aluizo e Merença; a capacidade de subtrair pertences do povo e somar aos seus patrimônios particulares. Adjetivos e substantivos construindo frases bastantes semelhantes, estabelecendo um mesmo nível.



20/03/2016



Texto publicado em
http://papagaiosdepiratas.blogspot.com.br/2016/03/manifestacoes-na-porta-de-merenca-e.html



Histórias de Aluizo e Merença

Lembranças de Aluizo e merença. Quando a arte imita a vida
http://chaodepato.blogspot.com.br/2016/03/lembrancas-de-aluizo-e-merenca-quando.html



E mais histórias de Aluizo e Merença

Reality show com closed caption
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/01/reality-show-com-closed-caption.html

Referenciais Merencianos
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/02/referenciais-merencanos.html

Mais alguma buzinadas
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/01/mais-algumas-buzinadas.html

A discoteca da vizinha
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/01/a-discoteca-da-vizinha.html

Dona Fulustreca
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/01/dona-fulustreca.html

Aliça Monster
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/01/alica-monster.html

Tio Padrinho
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/01/tio-padrinho.html


quarta-feira, 16 de março de 2016

TCP - Tecendo Criticas Preliminares


TCP - Tecendo Criticas Preliminares

PDF 598



Tecendo críticas preliminares a (re) inauguração do Teatro de Cultura Popular, não pelo conteúdo apresentado, mas pela embalagem confeccionada. Um local que tudo indica, tem a função de preservar e divulgar a cultura popular na tal cidade. E preservar a cultura requer preservar quem faz e consome cultura. Preservar os que estão dispostos a ficarem sentados e quietos em uma sala escura.

Natal que ainda guarda na memória os versos de outrora, ao se vangloriar quando tinha um poeta em cada rua e em cada esquina um jornal. A produção e a divulgação da cultura em forma de poesia, quando os poetas das ruas tinham o recurso de uso da mídia escrita, encontradas nas esquinas.

Os jornais aos poucos foi se acabando em sua forma impressa, a cidade parece ter pressa. Sumindo do espaço urbano geográfico o jornal, o jornaleiro e o gazeteiro que podiam ser encontrados nas esquinas. Nas ruas reduziram os poetas, e as ruas foram tomadas pelos carros, como símbolo da pressa. Em Natal agora tem carros enfileirados de uma esquina a outra esquina, impedindo pessoas e poetas de atravessar as ruas, mudando de rumos e de calçadas. Difícil fazer versos, se não é possível mudar de linha ou de calçada, alterando o passo e o compasso.

E como não poderia deixar de ser observado a calçada do teatro, está tomada de carros, junto a faixa continua e amarela, impedindo o livre acesso a quem queira ver e divulgar a cultura no espaço para isto (re) criado. Carros impedindo a chegada de um público com dificuldades de locomoção. Não há um espaço reservado para embarque e desembarque, com uso rotativo, sem permitir o estacionamento. Ficando um claro descaso das autoridades competentes, no controle do transito, deixando o usuário com a cara amarela.

A longa rampa de acesso para o teatro, facilita o acesso de cadeirantes, mas também deixa outros problemas entrarem, como a falta de acessibilidade na calçada. Sem avaliar a angulação, se permite que um cadeirante consiga subir com o próprio esforço, sem precisar de ajuda. O poder público que define e cobra as regras, como sempre não faz o dever de casa, o fato é comum em manifestações populares, não ser observado que populares podem ter dificuldades de deslocamento. Carros brancos com adesivos indicando suas secretarias transportam os funcionários públicos, eleitos ou indicados, para inaugurações e recepções, sem se dar conta do que acontece nas calçadas, quiçá antes de suas chegadas. Aparecem para receber palmas e louros, deixando o aparelho público em constante desgaste.

Adentrando o espaço do palco, com as cadeiras no auditório, o impacto visual de sair de um lugar muito claro, bastante iluminado, e adentrar um lugar escuro, sem as lâmpadas necessárias junto ao chão, para descobrir os caminhos, proporcionando uma facilidade de encontrar um assento. Com acomodação da pupila, ficam mais claros outros problemas identificados pela retina. Como o espaço bastante reduzido para circular um cadeirante, pistas extremamente estreitas que podem incomodar e atrapalhar os que vão deambulando, ao cruzar com um cadeirante. A regra é ter no mínimo 1,20 m. há passagens estreitas fora do padrão. Sentado e acomodado surgem outras observações, onde está a porta de saída de emergência, e a largura da porta de saída, menor que a porta de acesso, sem indicativos para sair com muita pressa em situação de urgência ou emergência. E o problema se agrava quando avaliamos a relação entre a localização dos assentos e saída de emergência de difícil aceso, a determinadas localizações no teatro. Não há espaços reservados e marcados, espaços e assentos reservados com acompanhante, para pessoas com cadeira de rodas, com mobilidade reduzida e obesos (NBR 9050/2004).

Os espaços fora da sala de teatro, podem se tornar um outro capitulo, com avaliação dos espaços usados antes do espetáculo e nos intervalos, a hora de esticar as pernas. Com as barras junto ao sanitário, e uso das pias. Com a regra do giro da porta, é ser para fora.

Por fim faltou o uso de uma cultura que vem se tornado bastante popular, com o uso de figuras e imagens indicando acessos, atos proibidos e não permitidos, setas indicativas de corredores de emergência. A cultura da educação nem sempre emana do povo, pode ser necessário o uso e a imposição de regras, para que um respeite a necessidade e a dificuldade do outro.



 RN, 15/03/16



por

Roberto Cardoso (Maracajá)

Branded Content (produtor de conteúdo)

Reiki Master & Karuna Reiki Master

Jornalista Científico

FAPERN/UFRN/CNPq



Texto enviado para Substantivo Plural

Texto publicado em:


TCP – Tecendo Criticas Preliminares https://tmblr.co/Z9gcsh23QFzBe


sexta-feira, 11 de março de 2016

N/M L.L. OLIVEIRA


N/M  L.L. OLIVEIRA



PDF 593



O comandante juntou seus mapas e suas cartas, traçou a rota e fez a previsão do tempo. Calculou seus mantimentos necessários, mais o material para reparos; e o consumo de combustível, em viagem de cruzeiro. Já estava tudo preparado e anotado no seu logbook. Tinha GPS e azimute. Planejou uma viagem em mar de almirante, com um mar de pequenas vagas, mas perdeu o deadline, não compareceu para o embarque, pois de última hora baixou a enfermaria. Pode ter sido atacado por uma esquadrilha de mosquitos, o alvo: um capitão de mar e guerra. Foi preciso encontrar um substituto para assumir o passadiço. A hora do prático para desatracação já estava marcada. E os rebocadores já estavam a caminho.

E com as trocas de alguns telex entre os armadores e afretadores, foi apontado o oficial imediato, para conduzir a embarcação. Um comandante de rios, poesias e cabotagem, que navegou por muito tempo em Mar de Espanha.

A tenente Jânia Souza embarcou na função de piloto, com seu astrolábio seguindo o curso traçado. O fiel do armazém Aluísio Azevedo saiu do escritório e soltou as amarras, o navio saiu do berço e seguiu viagem, cumprindo agora um novo ETD, alterando o próximo ETA. Não cumpriu o horário de partida (ETD), mas não podia perder o time table, o próximo porto já aguardava a sua chegada (ETA).

O navio desatracou, desceu o Rio Doce, até encontrar o Rio São Francisco. Seguiu rumo Norte, até chegar em um canal, que ainda está em construção. Com leme a bombordo seguiu pelo canal até chegar ao Rio Piranhas. E com leme a estibordo chegou no Rio Potengi. O caminho agora era rumo ao mar, na direção Leste. Em Ceara Mirim uma poeta com flores e pássaros, aguardava o embarque, de malas prontas, com seus livros, vasos e gaiolas. E com o rosto protegido do vento, ela usava uma máscara. Seus conterrâneos foram para assistir o embarque. E no ultimo porto antes de Natal, embarcou Gossom. Todos a bordo, com destino ao porto no bel local. Avistando o Forte dos Reis Magos, o navio anunciava a sua chegada.

Em Natal, a embarcação atracou e desceu a escada, chamando todos que estavam aguardando sua chegada, para subirem a bordo. Haviam mestres e contramestres sentados no costado. A água foi abastecida pela bodega do Barros. Os que chegaram embarcados contaram seus cursos, seus rumos e suas viagens. Seus portos de chegadas e suas partidas, e o que levaram na bagagem.

Durante a estadia do N/M LL OLIVEIRA, com porto de registro Rio de Janeiro, foram anunciadas as próximas chegadas. O M/V Dostoievski, de bandeira russa, com chegada prevista para sábado, 17:00 LT, atracando no mesmo armazém. E mais um grande embarque, sem armazém definido. Uma carga de contos e crônicas também está a caminho, com a frota da UBE. O embarque de contos e crônicas, estará ao comando do supercargo Paulo Caldas, que vai fazer a arrumação e apeação da carga a bordo. E como a carga é complicada para colocar a bordo, e ainda desembaraçar a documentação, uma carga com grande valor agregado, talvez precise contratar alguns ternos de estiva e outros trabalhadores: blocos, arrumadores e consertadores.

Um marine survey (vistoriador), também pode ser necessário para avaliar a condição da carga, antes do embarque, evitando problemas futuros no destino final. Todo um aparato para não perder o deadline, e cumprir o timetable. A carga precisa estar muito bem distribuída e amarrada, para não correr, com o mar de altas vagas.







RN, 11/03/16

por
Roberto Cardoso (Maracajá)
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Jornalista Científico
FAPERN/UFRN/CNPq

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Maracajá


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Driblando a ética



Driblando a ética

PDF 567
Na Era da Informação tudo é muito rápido, a começar pela própria informação, que viaja na velocidade da luz entre as janelas virtuais. Informações que constroem conhecimentos e não perdem tempo. Uma tela é uma janela para o mundo. E as ruas estão cheias de telas, microfones e câmeras. Uma informação chega do outro lado do mundo em segundos, com diversas formas de transmissão e escritas.

Não foi apenas a internet quem mudou a velocidade do mundo. O mundo mudou com a internet e a internet mudou com as pessoas. A internet é feita por pessoas, um espaço ilimitado onde cada um procura o espaço que lhe apraz. Cada um procura um espaço onde pode ser reconhecido e respeitado. Na linguagem das gírias, cada um procura a sua tribo, cada um no seu quadrado.

Uma imagem transmite uma informação e até um conhecimento. Um gesto substitui uma enorme quantidade de palavras. Textos podem não poder esperar, por uma revisão ou autorização de publicação. Resta então a ética do respeito, que ainda não saiu de moda. Uma conversa in box ou um papo na esquina é informação. Uma informação que pode ser conteúdo, para a próxima esquina ou um outro papo in box. Para um texto ou artigo. A autoria pode ser ou não, preservada, depende da ética do narrador, ou escritor. E um gesto do outro lado da rua, pode ser muito bem entendido, por um bom entendedor. Não é de hoje que se comunica por gestos e símbolos.

O conceito formal ficou para os acadêmicos, como uma estratégia de dominação, com normas de Vancouver ou da ABNT. Paragrafo recuado e margens respeitadas, abaixo e acima, a direita e a esquerda. Fontes escolhidas pelo editor. Notas de rodapé com links para artigos e livros. Títulos e escalões dos escritores. Pós-Doutorado em uma cidade as margens de um lago, em território americano. Mestrado em outro estado, depois de graduação no Atrazaquistão.



TÍTULO DO TRABALHO EM NEGRIDO E CENTRALIZADO

NORMALMENTE PODE SER UM ESTUDO DE CASO

O nome do autor deve estar alinhado à direita

Resumo: com margens reduzidas, e números de palavras calculadas, dispensando o espaço duplo, com letras em fonte menor.

Não esquecer as Palavras Chaves





Escrever um artigo cientifico requer normas e revisão. Um texto que não deixe falhas para outras interpretações. Um texto onde sempre terá alguém para procurar falhas, dando margem a represálias. Falhas podem excluir o indivíduo do espaço acadêmico. Mas pode aparecer alguém para defender uma tese, ou uma antítese. Tal como quis dizer Karl Marx, todo sistema opressor, cria estratégias e ferramentas para ser destruído ou superado.

Recorrendo a Bourdieu para uma afirmação. Depois de cinco anos não importa mais onde foi feita a graduação. O pesquisador, o pós-formado, faz parte de um meio e um mercado. O Lula da Silva, vem inflacionando o mercado acadêmico, colocando o doutorado em baixa. E ele representa uma nação. Talvez seja uma estratégia dominadora, de classificar o povo brasileiro, usando o Lula como um símbolo.

Dos poemas e versos orais, criaram rimas e métricas, para serem colocadas sobre o papel. No cordel, a forma livre de escrever e se expressar, criaram normas e regras. Tiraram o cordel exposto na feira, pendurado em um cordão, para ficarem expostos em livros encadernados na livraria. Apropriaram-se da cultura do povo, que vive sob o sol e a chuva em seu dia a dia. Os que conquistam a vida no laço, e herdaram o cangaço, inscrito em seus comportamentos e suas vestes. Com jumento e gibão ainda desviam dos espinhos da jurema.

E o conhecimento não perde espaço, procura outros espaços para caminhar, e serem construídos. Novas linguagens são criadas e incluídas, até que o espaço acadêmico as reconheça, se é que vai sobreviver para reconhecer. Quando o espaço cientifico e acadêmico perceber, que dominar um conhecimento, podem ser novas estratégias. O conhecimento começa em conversas e nas ruas, e os academicistas aparecem para estabelecer suas normas e regras. Tal como fez Caminha ao escrever uma carta, sobre uma terra e um povo, que não tinha roupas, quiçá caligrafia. Tinham medo de galinhas.

O ex-presidente Lula já saiu na frente inovando. Faz coleção de doutorados sem ter lustrado os bancos da universidade. Aos poucos desvaloriza o conceito acadêmico, que já vem sendo destruído pela formação à distância, a EAD. E a universidade inova, sendo a grande startup do momento. De modo virtual conquista e forma acadêmicos, oferecendo títulos em links.

Enquanto pratica-se a inovação, teorias são criadas para compor teses e artigos, para as estantes empoeiradas da academia. A grande parte dos trabalhos acadêmicos, é feito por mestres e doutores para mestres e doutores. E quanto mais rebuscadas e confusas são suas ideias, mais notoriamente se destacam entre si. As eternas batalhas com canudos.

A internet ainda é um espaço livre, aonde ainda é permitido a réplica e a treplica. O mundo ao alcance dos olhos, sob o domínio dos dedos. Nem tudo são crônicas, há outros modos de se divertir, se aculturar e formar conhecimentos.



Texto publicado em:





segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Festa na FLINstones (Parte 2)


Festa na FLINstones
 
(Parte 2)
 
PDF 526


 


Depois de um relato histórico do processo cultural, da visão social sobre os deficientes nas sociedades, a última ideia sobre uma situação, uma nova definição, e uma nova condição. E finalmente foi adotado o termo de “pessoa com deficiência”, para aqueles que tiveram outros títulos em sociedades diversas, e de outras épocas. Começam novamente a ter um maior direito, e respeito ao usar o espaço público. Assim entende-se e assim se supõe. A explanação foi feita em um espaço público governamental e estadual, e espera-se que as autoridades públicas sejam as primeiras a entender e colaborar.

A transferência da responsabilidade de uma situação, se a sociedade ainda não tem uma solução definitiva para acolher a pessoa com deficiência, ela que assuma o termo escolhido, a estratégia de não assumir uma posição. E atualmente o termo escolhido é pessoa com deficiência, enquanto a sociedade e as cidades procuram resolver seus problemas e suas deficiências, buscando as suas melhores eficiências. E até fazer suas adaptações, das suas próprias deficiências em criar espaços que se adequem a todos, independentemente de raça, cor e religião, e agora a condição física. A condição fisiológica ou anatômica de cada um. O mundo gira constantemente, dia e noite, em busca de uma homogeneidade.

Ruas e praças, calçadas e escolas, todas ainda deficientes, devem criar alternativas, a curto, médio, e longo prazo, para receber aqueles excluídos, de adentrar no espaço público dotados de obstáculos e objetos diversos. Um acesso para aqueles que não tem possibilidades anatômicas e/ou fisiológicas para entrar nos espaços chamados de públicos.

A convenção sobre deficientes. Um evento foi criado para explanar a um público especifico estas novas ideias. E um espaço foi escolhido. Um espaço com deficiências para atender um público exclusivo, com um objetivo. Um espaço chamado de Escola de Governo (Natal/RN), dentro de um espaço da administração estadual, sediada em Natal. Um espaço que demonstra não ser dotado de acessibilidade, difícil inclusive aos que não possuem as denominadas e listadas dificuldades, ali chamadas agora de deficiências.

Não existem calçadas ou vias de acesso livres, para aqueles que chegam ali de ônibus, os chamados transportes coletivos. Não há espaços seguros como calçadas e travessias ligando o portão principal, até chegar na denominada escola. Inclusive com impossibilidades de acesso no seu perímetro, onde inúmeras filas de carros que estão estacionados, impedindo uma travessia por articulação motora, pelo simples uso das pernas.

Natal a cidade feita para os carros. A herança americana, que atravessavam a cidade conduzindo seus jipes. Hoje carros enormes ocupados apenas pelo condutor, imprimem uma alta velocidade nas vias do espaço governamental, que segundo fontes administradoras, estão limitadas a 30 Km/h, no espaço público e estadual.

Administradores públicos deixam claro as suas deficiências e ineficiências, não possuem um faro, não distinguem os problemas a partir de seus cargos públicos, que os beneficiam de um carro fechado e gabinetes isolados, com serviços de cafezinho e agua gelada. Administradores públicos possuem uma deficiência gustativa, não gostam de provar e comer, daquilo que foram eleitos para administrar e fazer.

E ainda teria um outro espaço para observar, para analisar. A festa na FLINstones. O quebra-cabeças estava armado.

 
Festa na FLINstones (Parte 1)
Texto disponível em:



 

 Festa na FLINstones (Parte 2)
Texto disponível em:

http://soupwithcake.blogspot.com.br/2015/11/festa-na-flinstones-parte-2.html

 

Em 16/11/15

Entre Natal/RN e Parnamirim/RN

 

por
Roberto Cardoso (Maracajá)
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Jornalista Científico
FAPERN/UFRN/CNPq
 
Plataforma Lattes
Produção Cultural
 
Maracajá
 
Outros textos:
 
 
 
 
 
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domingo, 18 de outubro de 2015

Recordando uma Batalha na Avenida Roberto Freire


Recordando uma Batalha
na Avenida Roberto Freire

PDF 508
 
 
 
DICOTOMIA NATAENSE (*)
PDF 001

Enquanto uns poucos passam velozes, pelas avenidas, em seus carros com nomes atípicos ao nosso vocabulário, outros muitos tentam atravessar as mesmas avenidas, que parecem ter sido construídas apenas para aqueles habilitados a conduzir belos veículos.

Da mesma forma que aqueles muitos hoje dedicam parte do seu tempo investindo em seus futuros, buscando uma oportunidade futura no mercado de trabalho. Também buscam diariamente uma oportunidade de atravessar uma avenida.

Na Av. Eng° Roberto Freire em frente à Faculdade Maurício de Nassau é possível ver a cena, diariamente: dezenas de carros transitando em um vai e vem contínuo e milhares de alunos tentando atravessar a avenida, se esgueirando, se contorcendo e torcendo por uma oportunidade, não só de concluir a sua faculdade, mas também de atravessar a avenida.

Segundo informações ouvidas pelos corredores universitários, autoridades do transito alegam que a poucos metros existe um sinal onde os alunos podem atravessar a avenida. Uma travessia garantida por um semáforo que possibilita atravessar com segurança apenas uma das pistas. E a outra como fazer? Como atravessar? Do mesmo modo que se atravessam as duas pistas em frente à faculdade! Questiono as autoridades competentes e autorizadas no conhecimento da engenharia de transito. Qual o volume diário de pessoas que atravessam usando o sinal próximo ao Supermercado Favorito? É de conhecimento dos seus departamentos? 

Na Faculdade Maurício de Nassau segundo fontes oficiosas, conhecedoras, mas não autorizadas a fornecer a informação, são mais de 3.200 alunos matriculados. É verdade que muitos chegam e saem de carro, de moto ou de carona, ainda assim teremos um número considerável. Mas a faculdade não é só para quem é motorizado. Com tantas oportunidades de crédito educativo, entende-se que não! Uma maioria sem meios próprios de locomoção está presente.

Com funcionários, professores, acompanhantes e transeuntes, algum passageiro incauto necessitando de um transbordo entre coletivos, chegaremos a um número considerável de pedestres atravessando diariamente naquele ponto da avenida. Suponho que muito superior ao contingente que atravessa no sinal próximo do supermercado.

Portanto senhores Engenheiros da engenharia de tráfego façam sua reengenharia e coloquem no local: uma faixa de pedestre, ou um sinal com botoeira, ou uma placa indicativa de travessia de pedestre, ou uma placa indicativa de travessia escolar ou uma placa indicativa para os veículos reduzirem velocidade, ou uma lombada, ou uma lombada eletrônica. Pensem numa solução melhor, sem escamoteamento. Afinal o dinheiro público que paga seus salários é para que pensem e criem soluções.

Qualidade de vida começa com o direito de ir e vir, e para todos! 

Natal/RN 

(*) Texto Publicado:

Novo Jornal em 12/maio/2012 – Natal/RN

Jornal do DCE da Faculdade Mauricio de Nassau em Dezembro/2012 – Natal/RN


 

BATALHA NA AVENIDA ROBERTO FREIRE (**)
PDF 002 

O homem estuda o universo e observa padrões. Estuda o corpo humano, a mente e continua a observar padrões. Analisa a história e também observa padrões.

  Por séculos a humanidade desejou, brigou e guerreou por produtos e coisas tangíveis. Hoje o produto de maior valor é intangível, o bem mais precioso é o conhecimento, a informação.

Quartéis dos poderosos, dos históricos conquistadores de novas terras, em séculos ou décadas anteriores se reencontram em Natal/RN. Simbolicamente, cada com suas estruturas, hábitos e práticas. Holandeses, portugueses, americanos e potiguares se instalam na Avenida Roberto Freire. Recrutam semestralmente novos contingentes, cada qual buscando obter um exército maior, mais competitivo. 

Os quartéis da Roberto Freire, com seus brasões e símbolos heráldicos à frente, exibem-se diante da avenida, mais avançados ou mais recuados, com maior ou menor ângulo de visão e exibição. Dispostos para combate e marcha em posição ou formação de flancos ou pela cabeça (Maquiavel). 

Toda grande universidade ou grande quartel militar está instalada ou localizado em um campus, um espaço grande e aberto para absorver a energia do universo. A Avenida Roberto Freire não disponibiliza grandes espaços, a especulação imobiliária não permite. O campo verde e energético à frente, o Parque das Dunas, é comum á todos, mas o chi ou ch’i, a energia universal corre com muita velocidade pela avenida e há os que sabem usufruir, não deixando a energia fugir, captando o necessário.

Cada nação ali representada prepara um exército que daqui a dois, quatro, ou cinco anos irá levar suas bandeiras á guerra de mercado. Gramsci (1891-1937) enfatizou que a guerra é a máxima concentração nas mãos de poucos, a máxima concentração de indivíduos nos quartéis. 

A avenida observa uma guerra pelo poder do conhecimento, uma disputa pelo campo educacional, cada qual com seus planos de negócios e suas missões. A economia dos bens simbólicos (Bourdieu, 1930-2002) estabeleceu aquela avenida como seu campo de batalha. Não existe lugar melhor da Cidade do Natal/RN para tropas opositoras se encontrarem e se instalarem para uma guerra, uma avenida socialista, ampla com projetos de ampliação e melhoria. Local de batalhas que não haverá mortos e feridos. Cada qual com seu discurso de melhor qualidade, usando argumentos astutos e científicos para persuadir e garantir seus poderes estaqueados na miséria das maiorias, a miséria do conhecimento. Não haverá vencido ou vencedor, mas irá se destacar aquele que tiver o êxito, aquele que enviar a melhor tropa ao front. Não bastará quantidade, mas sim, qualidade, conhecimento, tática e estratégia, em cada especialidade.

Roberto Freire nome de engenheiro e político socialista. Também é nome de um psicólogo renomado, empresta seu nome a importante via urbana da Cidade do Natal. A avenida que liga a região costeira ao interior, permitindo a interiorização das tropas. A avenida que possibilita e facilita o acesso ao campo de pouso e ao comércio. Facilita a movimentação das tropas turísticas acampadas em luxuosos hotéis junto ao litoral da Praia de Ponta Negra. 

As tropas turísticas já chegaram, desembarcaram, e continuam chegando via navegação aérea, em grandes naus tripuladas. Primeiro chegaram os portugueses com suas naus da denominada TAP ou Air Portugal. Agora estão chegando os holandeses nas naus da K Line, em breve chegaram os americanos nas naus da American Airlines, United, Delta e outras. Isto sem contar outros povos localizados no hemisfério norte com tecnologias para cruzar em poucas horas a linha do Equador. 

A China vem se destacando no cenário internacional com a maior população mundial e despontando como grande mercado consumidor e exportador. O RN já prepara o seu novo aeroporto para receber o maior avião de passageiros do mundo o Airbus, A380.

Portugueses e holandeses sempre foram bons navegadores, desde no limiar da Idade Moderna lançavam-se à conquistar novas terras, novas riquezas. Construíam suas próprias naus. Holandeses ainda estão no mercado de navegação com seus Fokers. Aos poucos perderam a posição de liderança na construção de naus para navegação. 

Com o avanço tecnológico, e aumento da demanda de transporte, hoje estes antigos navegadores recorrem ao uso de naus maiores fabricadas por outros povos, inclusive pelo consórcio Inglaterra-França. Duas nações que já tiveram no ápice de importância diante do mundo, montam grandes ônibus aéreos, os Airbus. Os estadunidenses deverão chegar com naus de fabricação própria, seus Boeings.

No século XVII aconteceram guerras holandesas contra os portugueses aqui instalados, as guerras pelo açúcar, o bem tangível da época. Holandeses tentaram controlar as fontes brasileiras de produção. Hoje estes povos deparam-se novamente, aquartelados com seus líderes e opositores do passado em destaque, Estácio de Sá e Maurício de Nassau. 

Estrategicamente entre estes dois que já se enfrentaram no passado, portugueses e holandeses instalados na Avenida Roberto Freire, encontramos um exército de paz ‘UN’ United Nations associado ao exército local os ‘P’ de potiguares. Potiguares, capitaneado por um laureado, palavra que significa eminência ou associação com a glória literária ou militar. É usado para os vencedores do Prêmio Nobel (Wikipédia). 

(**) Texto Publicado:

Jornal de Hoje em 30/julho/2012 – Natal/RN

 

ROBERTO FREIRE, NOTÍCIAS DO FRONT
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Batalha na Avenida Roberto Freire. Notícias do front. Um novo exército entra na batalha. A guerra está declarada, obter a paz significa abdicar da fantasia do lucro máximo, utilizar meios governamentais de custeio do aprendizado. Um aprendizado vendido e oferecido à prestação. Um curso de graduação em nível superior leva em torno de quatro a cinco anos, no mínimo e em sua maioria. Hoje os chamados cursos superiores tecnológicos — CST são concluídos em dois anos, e ainda oferecem certificações parciais antes da certificação final. Ao terminar se faz necessário cursar uma especialização de mais dois anos, opcional, para entrar no mercado de trabalho com algum diferencial.  

 Um novo exército entra na batalha da informação e conhecimento. Com suas instalações recuadas, situadas fora do teatro de operações, faz seu ingresso na batalha através de recursos utilizados durante a Segunda Grande Guerra. Panfletos eram lançados sobre o “inimigo” tentando persuadi-los a se render antes de um ataque maciço. Hoje com avanços de técnicas e estratégias de marketing, outdoors são instalados, promovendo um encobrimento visual de outros. O exército de Cultura e Extensão do RN lança este tipo de petardo, procurando fazer uma cortina na frente do inimigo. 

Em situações de guerra ou conflitos urbanos, cortinas de fumaça são formadas para confundir o inimigo ou agressor facilitando o avanço de tropas. Cortinas também podem ser colocadas para ocultar o estabelecimento de complexos sistemas de relações e mediações criando o que Gramsci (1891-1937) chamou de hegemonia, uma dominação que uma parte da sociedade exerce sobre a outra (Tortorella).

Na Segunda Guerra Mundial, o lançamento de panfletos por meio de aviões foi um dos meios novos de se combater, objetivando manejar e manipular a informação a amigos e inimigos em zonas ocupadas, foi adotado em todos os teatros de guerra. Aviões aliados lançaram milhões de panfletos no decorrer de diversas incursões (Lilian Mascarenhas). Existe uma pista de aviões desativada dentro do Parque da Dunas, uma área militar pertencente ao Exército.

Análise do campo in loco. Kant criticava os filósofos que subiam ao alto de torres para filosofar. Kant afirmava que era impossível filosofar em locais com muito vento, situação característica da cidade do Natal, e do corredor criado pela Avenida Roberto Freire. Ali naquela avenida o chi corre rápido, não há sinuosidade que o segure, que reduza sua velocidade, fazendo com que cada exército de instrução tenha que procurar alternativas ao vento. É necessário conhecer um estudo de ares e climas dos sítios, o climare (Vitrúvio 27 aC).

 Os exércitos produtores de acontecimentos e conhecimentos são obrigados a aumentar doses de ataques. E como aqui acontece uma guerra que não produz nem mortos e nem feridos utilizam as armas de marketing colocando outdoors na frente dos inimigos fazendo-os perderem espaço visual na avenida, ao mesmo tempo em que promovem recrutamento. Buscam belas imagens que passam mensagens subliminares, sabendo que o primeiro enquadramento gráfico é mais potente que o segundo. A cidade está repleta de outdors dos citados exércitos, com imagens em close de formandos e formados, felizes e com traços fisionômicos belos. 

Outro fator importante é o que há por trás dos prédios. Sabemos apenas que a cidade do Natal não é saneada, mas não sabemos como cada um, lida com esta situação, de que maneira estes dejetos são tratados, transferidos e acondicionados. É necessário conhecer um estudo dos sítios, quais os salubres ou quais os pestilentos (Vitrúvio 27 aC). É impossível agregar conhecimento em cima de terrenos insalubres ou pestilentos. Vivemos uma época tecnicista em que só acreditamos no que é visível ao microscópio ou telescópio. Sem acreditar no que possa estar ao nosso lado e simplesmente nossos olhos não vem. Os miasmas que Hahnemann usou como pedra fundamental, para melhor entendimento de sua doutrina foram esquecidos. 

Ambientes insalubres e pestilentos já foram assuntos preconizados por Florence Nightingale (1820-1910). Florence é um marco na história da enfermagem por mudar um paradigma do tratamento de doentes e feridos, inclusive na Guerra da Criméia (1853-1856), da qual participou como voluntária. Florence entendia que o asseio, a limpeza e o cuidado seriam essenciais na recuperação de enfermidades. (Baptista e Barreira). A sociedade está enferma com carência de conhecimento e informação. 

 

 

Conflitos de gênero na Batalha da Roberto Freire (***)
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 Organizações vem enfrentando desafios a tornarem-se e continuarem produtivas tendo condições de manterem-se no mercado. Buscam ambientes flexíveis e adaptados a constantes mudanças. Diversificam seus quadros funcionais tornando-os mais heterogêneos. (Capelle).

No princípio o homem, com seu espírito de aventura e desbravamento abriu os caminhos para novas descobertas. Com o passar dos tempos estes caminhos foram sendo caminhados, repassados e o homem deixou de descobrir e desbravar para voltar onde já tinha ido, e os caminhos tornaram-se trilhas. As trilhas deixaram de ser transitadas somente pelo homem, mas pelo homem e sua prole. As proles se instalaram e formaram as cidades, onde o homem novamente abriu ruas e avenidas. No princípio do Universo era Deus. E o homem é um enviado de Deus. 

A Avenida Roberto Freire, que um dia já foi Estrada de Ponta Negra, foi batizada com um nome que caracteriza o gênero masculino. Nome de uma família da terra, tal como a de Gilberto Freyre, o sociólogo do sertão. Instalaram-se ali as empresas, as escolas, as faculdades e as concessionárias de automóveis. Empresas se instalaram na Roberto Freire. E os poderosos, os donos do saber, donos do conhecimento e donos do poder se apossaram d(a)s instalações. Esqueceram quem detém a informação. A teoria feminista pós-moderna fundamenta-se em tecer críticas ao conhecimento e a informação (Callas & Smircich, in Capelle)

O homem, gênero masculino e não espécie conduz a empresa com um (a) administração ortodoxa, tradicional, baseada em conceitos e afirmações, com inflexibilidade. O mundo, o universo tem que estar em equilíbrio de forças e energias. 

Uma empresa para atingir o seu público alvo, o seu cliente é necessário estar em equilíbrio com estas forças e energias. É necessária uma administração holística. Para alcançar a gestão de qualidade é necessário ter qualidade de gestão.  

Mas os homens, cuja vida terrestre é breve, por não saberem harmonizar as causas dos tempos idos, e das gentes que não viram nem conheceram, com as que agora veem e experimentam e, como também veem facilmente o que no mesmo corpo, na mesma hora e lugar convém a cada membro, a cada tempo, a cada parte e a cada pessoa, escandalizam-se com as coisas daqueles tempos, enquanto aceitam as de agora. (Santo Agostinho)

Hoje a partir da linha de pesquisa da Avenida Roberto Freire no RN encontramos de um lado da via, justamente do lado onde podemos ainda encontrar sinais da Mãe Natureza com sua fauna e sua flora mesmo por cima das areias ou terras formadas pelas dunas uma reserva natural com resquícios da Mata Atlântica. Onde quem sabe talvez os cientistas descubram que por baixo daquelas dunas há um grande cetáceo. Encontramos ali diversas coordenadoras de cursos em uma universidade federal conduzida por uma Reitora, numa cidade administrada por uma Prefeita que por sua vez tem uma Governadora que faz parte de uma Federação presidida por uma Presidenta.

Não é à toa que o símbolo representativo do sexo feminino é um círculo com uma cruz voltada para baixo, posicionada como uma intenção de fixar, de ancorar à Terra. Ao contrário o homem tem como símbolo uma seta voltada para cima dando uma noção de antena como uma das hastes da seta (antena) voltada ao universo e a outra voltada para a superfície da terra. Recebendo mensagens e informações do espaço e retransmitindo a quem está na superfície terrestre. Fazendo a conexão, um link do Universo com a Terra.

(***) Texto Publicado:

Jornal de Hoje em 20/agosto/2012 – Natal/RN

 

 

Jung na Batalha da Roberto Freire
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Uma análise junguiana da Batalha na Roberto Freire. Carl Gustav Jung ou simplesmente Jung foi um psiquiatra suíço que viveu entre 1875 e 1961, fundador da psicologia analítica, ou psicologia junguiana. (Wikipédia). Atendendo a um convite prefaciou a primeira edição inglesa do I Ching - O livro das mutações. Fato que não aconteceu com a edição alemã. Jung pesquisou os arquétipos na formação do indivíduo

Os portugueses no século dos descobrimentos viviam à margem do rio Tejo próximo ao mar tal como a Estácio se posiciona na Roberto Freire. Uma conhecida música portuguesa que diz que ‘navegar é preciso viver não é preciso’ e hoje navegamos na internet. Navegaram pelos mares desconhecidos e sempre procuravam uma formação geográfica natural para abrigar suas embarcações do mar aberto e do mau tempo. Baía de Guanabara e Angra dos Reis no Estado do Rio de Janeiro, Baía de Todos os Santos na Bahia, Santos e São Vicente no litoral paulista, são alguns exemplos.

Holanda também conhecida por países baixos, e holandeses instalaram-se no Brasil, justamente numa cidade com uma barreira natural, junto à praia, os arrecifes. Uma barreira natural para proteger suas embarcações, mas também um impedimento a alguém posicionado na praia de olhar o mar e avistar a linha do horizonte, tal como seu país com suas terras abaixo do nível do mar, não sendo possível ver o horizonte, a linha formada pelo céu encontrando com o mar. Instalou-se em um prédio mais alto que a maioria das construções ali encontradas no logradouro público. Diante dos ventos no RN, lembrado os moinhos existentes na Holanda para fazer uso da energia eólica que bombeia diuturnamente a água que invade seu território. E procurando um novo prédio para futuras e novas instalações, um prédio abaixo da do nível pista da avenida.

Os americanos ampliaram seu território a custa de guerras e extermínio de índios nativos e formaram um país com acesso a dois oceanos. Com a frente voltada para a Europa de onde vinham as informações e o conhecimento. E com os fundos voltados ao mundo denominado oriental, com suas tradições e empirismos, optaram por uma ciência estatística e pragmática. Colhem suas frutas do quintal na região denominada Califórnia, onde produzem boas frutas e correm o risco de se tornar uma bagunça devido a falha de Santo André. Instalaram a capital em Washington DC, que se traduz por Distrito de Columbia ou seria um direcionamento do mundo, Depois de Cristo? O mundo passou a olhar, a nortear suas ideias e pensamentos. Fato criticado por Paulo Freire que dizia que o Brasil deveria sulear e não nortear, entendendo que não se referia a agulha de uma bússola este norteamento, mas sim, olhar para o norte, para América do Norte.

Na Roberto Freire ainda podemos encontrar outros povos disputando outros serviços. Brasileiros e Holandeses no mercado do varejo de combustível. França no ramo de supermercados. Alemães e orientais na revenda de veículos. O homem desde as épocas remotas instalava-se ao redor de poços, junto à costa e à margem de rios, sempre onde existe água. Hoje vivemos a Nova Era e a Roberto Freire um rio, é um canal de energia.

 

MARKETING DE GUERRA NA BATALHA DA ROBERTO FREIRE (****)
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Século passado, Segunda Guerra Mundial, o lançamento de panfletos por aviões foi um dos meios de se combater, manejando e manipulando a informação de amigos e inimigos em zonas ocupadas, nos diversos teatros de guerra. E as mesmas armas estratégicas de marketing não poderiam faltar na Batalha da Avenida Roberto Freire.

Milhões de panfletos foram lançados por aviões no decorrer da última Guerra Mundial (Lilian Mascarenhas). Existe uma pista de aviões desativada dentro do Parque das Dunas, uma área militar pertencente ao Exército, protegida por leis federais. Lançar panfletos pela Avenida Roberto Freire poderia acarretar prejuízos na fauna e flora do parque, uma multa pela prefeitura e descrédito das faculdades. As estratégias são os outdoors. Produzidos por recursos humanos. Os exércitos produtores de acontecimentos e conhecimentos, outras faculdades que não se encontram no teatro de guerra, a Avenida, são obrigados a aumentar doses de ataques. E como aqui acontece uma guerra que não produz nem mortos e nem feridos utilizam as armas de marketing colocando outdoors em espaços à frente dos inimigos fazendo-os perderem espaço visual na avenida, ao mesmo tempo em que promovem um recrutamento. 

Em atitude desesperadora, com a carga emocional trazida pelo fim do milênio (in Nivaldo Junior). Buscam belas imagens que passam mensagens subliminares, sabendo que o primeiro enquadramento gráfico é mais potente que o segundo. Não só a cidade, mas a avenida está repleta de outdors dos já citados exércitos, desta batalha, com imagens em close de formandos e formados, felizes, com traços fisionômicos belos. Ao mesmo tempo em que especialistas oferecem novas estratégias de inovação em recursos humanos.

Um avião americano de patrulhamento e pesquisa vem sobrevoando a região de Natal e Parnamirim ultimamente, o P-3 Orion. A grande vedete das novas carreiras implantadas, em novos cursos, remete a imagens de guerra, Florence Nightingale (1820-1910). Florence é um marco na história da enfermagem por mudar o paradigma no tratamento de doentes e feridos, participou como voluntária na Guerra da Criméia (1853-1856). Um símbolo brasileiro tornou-se ícone da nossa enfermagem, Ana Nery (1814-1880), participou como voluntária da Guerra do Paraguai, onde acompanhou os filhos (in Baptista e Barreira). Nightingale percebia e entendia que o asseio, a limpeza e o cuidado seriam essenciais na recuperação de enfermidades, pouco a pouco a ciência foi justificando as razões. A Missão Rockfeller troxe este novo modelo de cuidados no Brasil, durante o governo de Getúlio Vargas (in Franco Santos), foi a presença americana no Brasil tal como acontecida na Segunda Grande Guerra. A sociedade está enferma com carência de conhecimento e informação. Um novo paradigma se faz necessário.

Ainda vivemos uma época tecnicista em que só acreditamos no que é visível. Em coisas visíveis, e nas inalcançáveis, sob lentes de microscópio ou telescópio. Pelo mundo espalhou-se que o mundo terminaria em 2012, Hércóbulos ou planeta vermelho (in Rabolú), calendário Maia e Nibiru foram algumas citações. Não acreditamos no que possa estar ao nosso lado ou simplesmente nossos olhos não vem. O mundo que conhecíamos está acabando, com uma enorme velocidade dos acontecimentos e informações, surge a Nova Era.

 

(****) Texto Publicado:

Jornal de Hoje em 27/agosto/2012 – Natal/RN

 

Recordando uma Batalha na Avenida Roberto Freire
PDF 508

Texto disponível em:
http://caldodecanapaodoce.blogspot.com.br/2015/10/recordando-uma-batalha-na-avenida.html